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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

VIVA A PRIMAVERA!

Ontem 22/09, aconteceu o Equinócio da Primavera, ou seja, entramos na estação mais florida e colorida do ano, pelo menos era para ser se não fosse a destruição do Planeta causada pelo homem.
Vida. É isso que a Primavera trás para nosso mundo. As flores florescem, os animais procriam, a natureza fica viva e movimentada em seus ciclos. Contudo, exatamente nessa Primavera, chove, o céu, os Deusas, a Mãe Terra chora por nós, pelo universo, pela fauna e flora, por nossas almas doentes como o Planeta.
Essa é mensagem que esse sabbat, essa fase da Roda do Ano traz para mim. Porém a Deusa, como Mãe, que consola, nutre e provém, nos concede a Primavera independente da Poluição, Desmatamento, Desrespeito e tantas outras coisas.
Mas ainda assim, é possível fazer algumas coisas nascerem dentro e fora de nós. Vamos dar vida aos nossos sonhos e desejos. Fazer com que essas existências, cores e brotos nasçam principiando uma nova fase.

Feliz OSTARA! FELIZ PRIMAVERA COM LÁGRIMAS PARA NÓS!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mensagem dos Deuses

A chuva caiu fina e constante do lado de fora, uma angustia rara no meu dia a dia, percorria minha alma. Optei pela meditação para tirar a inquietude de minha mente. Como se eu tivesse um encontro marcado com as divindades ou algum ser astral, eu sentia em um canto profundo de meu ego que esse ser cruzaria meu caminho para entregar-me algo. Depois da técnica respiratória, o relaxamento e a paz transcedental. O desligamento da mente, o alcance de outra dimensão, por fim meu cérebro entrou em alfa e minha alma atravessou o plano astral. Logo, senti sob meus pés descalços a terra úmida de um caminho largo e envoltos de grandes e verdes árvores. Caminhei por algum tempo, cujo é incomparável ao tempo do plano físico, ao final do caminho existia um grande gramado verde que aguçava meu olhar. Ao centro do gramado encontrava-se um labirinto de pedra, imenso e circular. Entrei nesse labirinto e desesperadamente procurei pela saída. Vi-me perdida, presa e aflita. Continuei a procurar a saída, ou algo que precisava ser descoberto, afinal os obstáculos nunca me limitam. Após um tempo considerável encontrei a saída ao centro do labirinto, ao vê-la um tremor junto de uma vibração percorreram meu corpo, eu sentia uma espécie de alegria, orgulho, não sei ao certo.
Caminhei em direção a um grande buraco ao centro e desci por um cano que servia de escorregador para o piso inferior. Ao descer deparei-me com uma escuridão e corredores misteriosos, após atravessar tais corredores cheguei em um lugar maravilhoso, a beleza acarinhava a minha visão e fazia-me admirar todos os detalhes. Avistei, então, uma casa delicada, de madeira com cortinas rendadas. Perfeita e encantada. Admirei-a por algum tempo e decidi bater a porta. Uma moça bela de cabelos longos, pele branca e saia longa me recepcionou, fomos até o meio da sala onde se encontrava um enorme tapete de crochê redondo. Paramos uma de frente para a outra e depois de nos olharmos ela veio até mim e abraçou-me demoradamente, apertou-me contra ela e eu senti a importância de um abraço, há muito tempo alguém não me abraçava com essa intenção de consolo e proteção. Uma energia percorreu meu ser e tudo o que as divindades queriam entregar-me naquele momento de encontro e ligação era consolo e força para eu continuar meu caminho.
Lágrimas percorriam meu rosto, como há muito tempo não acontecia, chorei de emoção, de dor e ao mesmo tempo de alegria. Suportarei com esse presente, em forma de abraço, todas as dores e decepções advindas da vida. As lágrimas caiam de meus olhos como a chuva caia do céu, nós dois chorávamos um pelo outro, ou pela vida, ou por nós mesmos e eu pude, assim, mostrar a mim mesmo que eu sou forte, porém sou mulher, sofro, choro, amo, sou metade divina, mas ainda assim tenho uma porcentagem humana que tem fracassos e conflitos. Porém a mensagem dos deuses foi concluída através da meditação e pude desvenda-la com sucesso e seguir com uma grande paz que essa mulher, talvez uma ancestral, Deusa interior ou ser invisível, pode me conceder.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Caldeirão da bruxa


O caldeirão na bruxaria é a representação da transformação de singelos elementos que misturados resultam em algo surpreendente (Feitiço). Essa representação, podemos experimentar com qualquer instrumento e em qualquer fase de nossa vida. Precisamos de um objeto que represente nossa psique e de substancias que representem nossos sentimentos e emoções cujos aspectos queremos modificar.
Talvez um medo que precise se transformar em coragem, ou uma ferida no coração que precisa ser curada e transformada em perdão. Basta colocar os elementos imediatos e algumas outras ervas ou subsídios que precisamos procurar no campo de nossa consciência, então precisamos misturar tudo e mexer com todas nossas expectativas e anseios. Cuidar para que o fogo não fique tão alto e nem tão baixo. Dedicar-se para mexer sempre com o mesmo ritmo e com a mesma dedicação, e por fim, o que nós bruxas chamamos de feitiço permeará sua alma, sua consciência como algo encantador.
O caldeirão da minha psique vive em fogo médio, eu o mexo cuidadosamente com a colher da minha pretensão, e sempre obtenho encantos maravilhosos com esses elementos que vivem no campo da minha existência.

Tentem, vocês são feiticeiros de suas próprias vidas.

Benções.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A SERPENTE


Rastejante, audaciosa, vibrante com sua calda e sua defesa, ela cruzou minha realidade; Na pequenez, a grandeza de um poder amedrontador, ela carregava a imagem do perigo e a fantasia da ameaça. No embalo da beleza, o veneno mortal, sibilando a morte e carregando a vida. Eu a olhei com temor, mas ao mesmo tempo com todo o respeito e dor por sermos inimigas sem ao menos nos enfrentarmos. As cores cintilantes de sua aura causaram impacto em minha alma.
Por ela vivi um momento de adoração, em seu mistério, em sua reificação encontravam-se partes de meu mistério. Mataram-na pelo perigo escondido atrás da nobreza. Na morte daquela serpente, eu senti a angustia do fio sendo rompido, das divindades sendo afastadas de minha dimensão, ela foi desafiada, e como símbolo divino, como lado sombra da nossa consciência, ela nas traz com sua morte, a elevação de nosso egoísmo e o a falta de sintonia com o cosmo.

Ela levou um pouco de mim e eu guardei muito dela em minha existência, a imagem percorreu meu oculto e seu desenho registrou-se em minha consciência em forma de consolo. Eu a tenho aqui dentro de mim e isso me faz melhor.

sábado, 13 de junho de 2009

E

O desejo e a loucura,
A quietude e o silencio,
Ele é parte de mim, sem que eu possa explicar, ele fez, faz e fará parte de mim inexprimivelmente. .Estava dentro de mim e eu apenas o reencontrei.
Ele diz o que eu quero ouvir e o que eu já sabia que ia falar.
Ele toca meu corpo da forma que meu corpo pede e de forma que já estava registrado em mim.
Ele abraça-me como eu já havia sentido, de forma que eu já conhecia.
Ama-me como eu desconfio mas como eu desejei por toda a existência.
Ele é a continuação de uma linha que sai da minha alma. Ele traça essa linha paralela ao horizonte e ela é estreitamente infindável.
Ele traz o sabor junto de um aroma que eu reconheço, mas que não entendo.
Eu não o entendo, apenas o tenho e isso é a única coisa válida de todas as coisas que existem por essa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Blessing Way - O PARTO NATURAL SAGRADO

O Blessing Way é um rito de passagem no qual a mulher deixa sua face de donzela para se tornar mãe. Realizado entre índios, esse ritual era realizado por pessoas próximas a parturiente e o parto em si era feito por mulheres sábias da tribo .
Como as comunidades matrifocais prezavam o parto como algo sagrado, abençoado pela Grande Mãe, um dia antecessor a esse dia tão importante era dedicado aos cuidados psiquicos e espirituais da futura mãe.
I nfelizmente a psiquê e espiritualidade das mulheres foram esquecidas e somente a parte física é relevante e lembrada. Entristeço-me com esses partos cirurgicos nos quais as mães não tem preparação nenhuma para essa mudança sagrada de fase.
Tive a sorte de ter tido dois partos normais, porém sei que não fui preparada espiritualmente para esse rito sagrado, essa dádiva da Grande Mãe que poucos valorizam e que muitos banalizam.
Hoje em dia as mulheres escondem-se atrás do arquétipo contemporâneo, um psiquê feminino cheio de dores, conflitos e frustações. Mulheres que são o que fizeram delas. Mulheres que envergonham-se da menstruação, mulheres que querem igualar-se ao masculino, mulheres que para se livrar da dor do parto natural pagam um custo anteriormente para garantir a cirurgia que detém o processo natural de dar a luz. Medo de uma dor que faz parte de ser mulher? É triste!
Uma dor que faz parte da vida como tantas outras que nos trazem a evolução. A dor segue alinhada com o prazer, com o amor.
Existe uma mulher Sagrada, Selvagem dentro de nós que chora baixinho, chora sentada em um cantinho dentro da nossa alma, chora por ser sufocada, escondida e ela reluta para aparecer, mas ainda sim conseguem reprimi-la como algo vergonhoso e insignificante.
Essa mulher precisa nos tomar e aparecer com todas as forças da natureza, essa mulher que não tem medo, não receio, luta como leoa, protege como a loba, honra o sangue que verte de seu ventre e todos os elementos que a fazem ser a originária da vida. Essa outra face da mulher existente em nosso interior precisa ressurgir e tomar conta de nosso arquétipo. Sem medo de dar a luz como todas as mulheres foram feitas para dar, sangrar entre as pernas mostrando a fertilidade da vida, aceitar-se como modelo estético sem antes pensar será aceita pelos outros, mas sim lembrando que és Sagrada, que tem o poder de gerar, amamentar, amar e cuidar e isso tudo basta e supri, e exalta, e excede.
A mulher guardada dentro de nós quer resgatar suas raízes e sua essência, ela insiste mesmo atrás de muros, tecnologias e artificialidades, e ela também existe mesmo que não queiramos, ela é a toda a natureza concentrada em uma vida. Ela é o centro de todo o universo, é a a filha que pede, a mãe que ama, a amante que deseja. Ela quer ser o que a alma feminina clama e não o que queiram que ela seja.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia da Educação

Hoje é o dia da Educação. Gostaria de colocar uma sementinha de compaixão no coração de cada educador para que cuidassem bem dos nossos futuros cidadãos e dos nossos descendentes. Essa profissão encantada não é só um modo de sobrevivência mas uma função de muita se não de maior responsabilidade social.

Segue uma mensagem de Paulo Freire para reflexão:

"Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que pouco sabem - por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais".

terça-feira, 7 de abril de 2009

Amo

Amoooo...ñ queria mas amoooo. Entrei, cai, mergulhei, agora já foi. Vou viver e é só o que me resta. Tenho medo! Tá tudo tão perfeito. Isso me assusta!
Eu e ele. Um encaixe. Um enlace. Coisa das divindades. Magnificente. Não sei mais. Tô confusa! Logo uma surpresa. Logo uma tristeza. Logo a vida. Enfim, a natureza do ciclo.
Mas amooo, contudo não admito. Não expresso. Vai ficar guardado até explodir. Ele expressa, confessa, deixa fluir. Eu tranco, escondo mas por vezes escorre pelos vãos mas logo limpo e continuo a esconder. Como sou complicada! Estranha! Burra!

sábado, 4 de abril de 2009

há tantos anos não ouvia a expressão 'eu te amo' e essa semana escutei isso de 125 alunos como forma de despedida e gratidão e também de um homem que a Deusa me entregou como presente. na verdade escutar isso de um homem maduro, respeitoso e digno e a certeza de que cheguei a uma evolução espiritual considerável. o amor está em mim acima de tudo, e por eu ter esse amor próprio e um amor incondicional a tudo que pertecente a DEUSA acaba atraindo mais amor. é um ciclo: AMO E SOU AMADA. mas amo sem escolhas, sem seleção, sem condição, apenas amo e isso é tudo. apenas olho para cada um e para cada ser independente de animal ou vegetal com os olhos de Mãe, A GRANDE MÃE toma meu olhar e toma meu sentimento, e então, eu faço parte dela de forma exclusiva, eu nela, ela em mim. olho, amo e sou amada. fui escolhida para isso e vou espalhar o amor da Deusa para todos os cantos e todos os corações que por mim passarem.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Imperfeição

Engraçado como as vezes o que gostariamos de ouvir, ou de sentir está expresso nas coisas simples do dia a dia. nas páginas de um livro, nas palavras de um amigo, no toque da pessoa que amamos. quero ouvir o que já ouço, quero ler o que já leio, quero pensar o que já penso, apenas contrário os destinos da vida. o ser humano é uma axistência estranha, temos tudo o que queremos, apenas não sabemos reconhecer...procurar desculpas, fugir da felicidade é mais facíl do que aceitá-la, do que dizer que não falta nada. como é díficil dizer que está tudo perfeito! Tão quão grande é a dificuldade de sentir-se completo que já não buscamos mais isso e sim a imperfeição.

sábado, 21 de março de 2009

A felicidade pousa como borboleta

A felicidade chega como invasão, arremessada pela vida como uma bomba. Ela assusta-me. Quão grande que me perturba... Hesito-me...pois passamos a vida buscando a felicidade e quando ela pousa em nós como uma borboleta, aterrorizamo-nos por encontrar o que acalenta, abraça e enche-nos de motivação já que passamos parte da vida em contato com o que nos faz sangra e sofrer.
A realização vem de todos os lados...o meu amor próprio é sentido por todos a minha volta, assim como meu equilibrio, controle e conhecimento interior chegou ao auge e isso faz-me inteira, completa e feliz, com a Deusa pulsando dentro de mim.

domingo, 15 de março de 2009

Correnteza

Eu vou indo, seguindo como um carro sem freio, como um cavalo desparado, indo em direção a uma única existência. como se não conseguisse seguir outra direção, não por opção mas por conspirações do universo. já não dá mais para escolher e quando penso em escolher percebo que quero, nas dúvidas e incertezas, apenas indo em direção a ele como o rio em direção ao mar. quando deparo-me dentro da grandeza dele, temo, estremesso.


não lembrava mais o que era viver uma noite de amor. eu vivia noites de sexo e diversão mas havia me esquecido dos sentimentos que permeiam nossas almas. lembrei esses dias do que é ser amada, valorizada, desejada e admirada mesmo sabendo que isso acontece por momentos estabelecidos no plano astral.

protegida nos braços fortes de uma homem másculo, amada pelo sentimento hesitante de um homem.

fêmea desejada sensualmente por um extinto macho, adorada pela gentileza, ignorância e rudez masculina.

sábado, 7 de março de 2009

Sagrado Feminino

Ser mulher é utilizar todos os elementos sagrados para viver em comunhão com o universo. É honrar o poder que carregamos no útero e não ter vergonha e se incomodar com tal poder. Enquanto acharmos que o feminino deve se igualar ao masculino, estaremos negando os nossos aspectos naturais e Sagrados.
Temos um sangue abençoado que verte de nosso útero, temos o poder de todo o universo concentrado em nosso ventre, e isso é tudo. temos o poder de fecundar sementes, de gerar vidas de educar homens e seres, de ser à base de uma família de tornar cada detalhe da vida mágico e consagrado.

o equilíbrio do universo depende de nós. a recuperação e cura Do Planeta depende de nós. a restauração da sociedade depende de nós. não precisamos banalizar o feminino por termos o controle da sexualidade, de tentar nos igualar ao masculino para termos a mesma função e papel social. somos únicas, diferenciadas por sermos as geradoras de toda e qualquer vida e precisamos aceitar isso. a não aceitação nos torna vazias, confusas e descontente, e então acabamos vivendo nesse desordem.

as divindades se formam por uma tênue teia constituída pela existência das mulheres, embora já arrebentado alguns fios, podemos tecer novamente com cautela e carinho uma nova Teia em recuperação o Sagrado Feminino.

Feliz Dia das Mulheres!

terça-feira, 3 de março de 2009

Guia

Um homem deve levar uma mulher para onde ele queira levá-la. a mulher deve ser conduzida, pelas mãos com carinho, com sabedoria. a grande reclamação vinda dos homens nada mais é doque o reflexão de seus fracassos...assim também é com as mulheres:

"Se as mulheres querem que os homens as conheçam, que eles realmente as conheçam, elas têm de lhes ensinar algo do seu conhecimento profundo. Algumas mulheres dizem que estão cansadas, que já se esforçaram demais nessa área. Sugiro humildemente que elas estiveram tentando ensinar um homem sem vontade de aprender. A maioria dos homens quer saber, quer aprender. Quando os homens demonstram essa disposição, é a hora de fazer revelações; não apenas a esmo, mas porque mais uma alma perguntou. Vocês verão que é assim. Seguem-se, portanto, alguns dos pontos que irão tornar mais fácil para um homem compreender, para que
ele venha na direção da mulher. É uma linguagem, a nossa linguagem." (Mulheres que correm com os lobos)

domingo, 1 de março de 2009

Pulsando como vida

Dois corpos, dois desejos, dois sentimentos, duas almas, duas vontades, duas verdades, dois encantos...dois em um, num só, uno, único, todo. a felicidade em uma só borboleta, a borboleta em uma única flor.
a perfeição atirada pelo destino, o destino atirado pela vida. eu nele, ele em mim, a noite toda, muito tempo, pouco tempo...sem noção de tempo, sem noção de espaço, apenas unidos por algo maior que o entendimento.
Gozo, o desejo escorrendo pelo meio das pernas, o prazer implorando pelo outro, o excesso do querer tirando a razão...
A Deusa pulsando dentro de mim por um Deus que faça dela a representação do feminino.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

hoje, dia 27 de fevereiro, mês das fadas caseiras, o Gally Bird, um pássaro azul com sotaque irlandês e que vive no mundo das fadas, visita o nosso mundo, dizem, trazendo prosperidade e boa sorte. logo, o ritual diário que sugerem é que coloque treze grãos de milho na janela.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tudo de uma vez

Abraço apertado, beijo molhado, ora de leve, ora depressa. pegada na nuca, apertão no antebraço, fôlego aguçado, desejo desvairado. Enlouquece-me.
minhas mãos no volume de seu zíper, na coxa, grossa, na barriga sarada, no peito rígido, na rigidez maior, um pouco dentro da calça, mas só um pouco para querer mais, mãos em tudo, de uma vez, de cada vez, uma por vez, vez por toda, toda vez.
cerveja, boca apressada, boca mais em baixo, língua, boca, dente, mão, dedos, tudo num só, sem começo e sem fim. onde eu começo ele termina, onde é o começo não se sabe mais.
rebolando os quadris mostrando que nada é tão bom quanto fazer amor comigo, roçando meu sexo no corpo dele como necessidade.
mordisco nos lábios carnudos, sussurro devagar no ouvido e por ora o grito de vontade, de invasão, de tudo, como bomba explodindo, como gatilho acionado...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A perfeição se faz de duas vontades, de dois desejos, de dois sentimentos, de muitas emoções explodindo em somente dois corpos. De tanto desejo torna-se mais que perfeito e vem de mansinho e logo torna-se um turbilhão. é destino por isso é perfeito, é perfeito por que foi escolhido pela minha essência, é essencial por que minha feminilidade é realçada com tal masculinidade. é destino, fixado no astral, espiritual e material, registrado em todas as dimensões. coisa de bruxa, ou coisa do destino de bruxa, ou coisa realizada pela mulher que mora na bruxa ou pela bruxa que mora na mulher.
É macio, colorido, suave e avassalador, calmo e incomodo, perturbador e sublime. um Deus Cornífero causa desvairos e polarização para com a Deusa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Medo...medo das cores desbotarem, dos plumas murcharem e das asas cintilantes das borboletas se apagarem.
Eu quero, quando quero a flecha sempre é assertiva na mira. Está realizado em algum lugar de outra dimensão, mas nessa ainda faltam acertos, encaixes, turbulências a serem vividas... farei o possível para as cores manterem-se vivas mesmo que sutilmente desbotadas, já que somente uma parte depende de mim, quanto a outra já não tenho total controle.
A substituição talvez veio como uma forma de eu continuar com as mesmas fraquezas e os mesmos anseios duvidosos. não foi algo físico como eu subentendi de inicio, mas uma defesa de meu cérebro para estar perto dos mesmos defeitos e falhas daquele que me fez sucumbir, já que toda minha essência o quis como parte e necessidade

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Away

O vazio é preenchido pela voz, a saudade contemplada pela lembrança, a distância amenizada com a distração.
E a espera piscando como uma luz de emergência.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Borboletas demais...

o que me faz vibrar e traz plumas e cores para a minha consciência, libertou, agora, as borboletas mais cintilantes da minha mente.

as borboletas iluminaram-se em cores e êxtases...Elas voarem enternecidas e se encontraram num ponto com si mesmas como um espelho que reflete. depararam-se com o elemento que possui todas as características que reparam suas falhas, ou seja, completaram-se na perfeição do encontro e do amor.

como um momento pode ser tão perfeito e já existir dentro de mim, como se ele já pertencesse a mim e ao mesmo tempo fosse uma curiosidade, uma variedade entre as cores que já coloriam minha psique, mas entre tantas cores, o contentamento já transbordava como um rio na época de cheias. extravasava, por encontrar algo que arremessasse tanta perfeição em minha boca, em meus olhos, em meu tato, em meus ouvidos, em meu órgão espiritual: alma, enfim, esmero demais, encanto demais...Borboletas demais...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Para entender as mulheres

Especial para os seguidores da Deusa e feministas...Lindo...

Por Gustavo Gitti

Trilha sonora: “Ribbons Undone” (música que Tori Amos compôs para a filha)


“Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.”–Clarice Lispector

“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.”–Cecília Meireles

Para se entender uma mulher, você precisa ler Manoel de Barros e saber dissertar sobre o cisco, falar com pedra, dominar a arte das miudezas e deixar o dia em “condições de boca”. Ler Guimarães Rosa para inventar uma língua que só ela entenda. E Miranda July, claro.

Entender que o local onde você coloca a pimenta no seu hamburguer faz toda a diferença. Experimentar e se deliciar com cada sentido e suas possibilidades. Estudar música, manjar de ritmo, tocar algum instrumento para entender que mulher se move em 3/4 ou 12/8 – igual a canção de Tori.

Você precisa entender que mulher é coisa feita de chuva, vento, fogo, mar, areia. De terra. De fruta (mulher se come). De cheiro. De guaraná e Viagra (mulher causa ereção). De céu e Sol (mulher clareia). De nuvem. Para se entender uma mulher, é preciso pisar descalço na grama molhada e depois deitar e imaginar seres mais reais que você e eu.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

PRONOME MASCULINO

Eu apenas desejava encontrá-lo, não queria nada mais do que um contato, mesmo que fosse o mais distante possível. fui para a academia. vazia como rara às vezes. sexta-feira muitos saem, encontram namorado e tal, e eu apenas malhando com meus desejos e anseios, carências e expectativas. Ele não foi malhar, e eu jamais deveria esperar por algo tão hipotético, não que entre nós dois não exista uma fina linha de sentimento e possibilidades, mas sempre fica um precipício entre eu e ele que chego a duvidar, mesmo desejando de todo o meu âmago. eu precisava entender que seria impossível qualquer contato já que eu não tenho nem ao menos o telefone dele e o único lugar possível de encontrá-lo era onde ele não estava e não estaria até a semana que vem: academia.

Eu precisava equilibrar os cavalos que puxavam a minha consciência, afinal que bruxa sou eu? Consegui acalmá-los, contudo depois da paz, vem a angústia. durante a malhação eu olhava na janela e fixava meus olhos no lugar onde ele pára o carro todos os dias, e o vazio do lugar se refletia na minha alma...eu tentava preencher esse buraco com outros elementos, claro, que foi em vão mas pelo menos eu me distraia, o que ressaltou esse vazio e angústia foi a falta de alguns amigos do cotidiano, então a solidão se multiplicou e me fez ignóbil.

Sempre coloquei minha força espiritual acima de todos os sentimentos e, então, resolvi trabalhar a magia mental, percebi que precisava, ali, naquele momento, transmutar algumas energias. Deixei que meu olhar se distraísse sobre o céu estrelado, concentrei-me nas forças intrínsecas e criei imagens em minha consciência, não apenas idealizei mas vivenciei através de meu espírito. Permaneci nesse processo durante algum tempo e voltei a fazer o que estava fazendo anteriormente.

De repente me deu um desespero, eu queria sair dali. queria parar de fazer a coisa que mais gosto: malhar. enquanto eu estava na esteira, algo apertava meu peito, e, eu não só queria mas precisava sair logo dali. Acabei lembrando-me de meu aluno que possui síndrome do pânico e coloquei-me por alguma vez em seu lugar.

Não terminei meus exercícios, mas mesmo assim sai. subi devagar as ruas íngremes, em direção a minha casa. eu ainda sentia um turbilhão, dentro de mim, querendo devastar o mundo. eu fingia não senti-lo e conforme fui desprezando-o ele foi se apaziguando. eu estava distraída com meus pensamentos, com minhas tramas psíquicas, mas sempre quando passa um carro Tipo na cor prata meus olhos pulam como se fossem abordados, então, olhei para o carro, e era ELE, então, parou o carro e fui em sua direção, ELE pediu para que eu O acompanhasse até a padaria e depois me levaria em casa. Assustei-me, pois foi uma espécie de surpresa idealizada, mas só fui pensar realmente na situação quando cheguei em casa. o mais extraordinário é que ELE estava justamente com a roupa que eu havia mentalizado, a mesma situação, os elementos, detalhes... tudo foi provido por minha mente e transferido, por uma força maior, para o plano físico. ele me informou de uma notícia boa e outra ruim, a negativa na verdade favorece a positiva e isso traz algum benefício. ELE viajará a trabalho, ficando distante por uma semana, mas me ligará para que possamos manter contato. deu-me uma caixa de Bis, na verdade o Bis pouco tem importância para mim, mas o fato de ser algo vindo das intenções e das mãos DELE faz com que minha alma sorria junto de tudo o que me constitui.

Magia mental.

O processo da mentalização ou magia mental é algo extremamente misterioso, e a sua incompreensão me assusta. Tenho utilizado esta magia em alguns momentos e conquistas em minha vida, e, tenho me obtidos resultados promissores.

Talvez essa arte não pode ser explicada através da linguagem, aliás, muitos são os sentimentos e sensações inalcançáveis pela linguagem. Se é indescritível então devo ficar somente com a parte dos sentidos mas devo deixar em observação que as intuições e sensações devem ser trabalhadas disciplinadamente, até que se consiga entender-se nos aspectos psíquicos e emocionais. Então, a magia mental deve ser aplicada em momentos sensitivos, criando-se imagens na psique e ao mesmo tempo sentindo e vivendo essas imagens tanto no plano astral como no físico. Quando essa criação se multiplicar em todas as dimensões e for sentida de todas as formas, o poder mental torna-se mágico.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DESEJO X MEDO

O carro da minha cosciência é puxada por um cocheiro (RAZÃO) e por dois cavalos: o da esquerda é um rebelde demoninado DESEJO e o da direita é um bom e fiel denominado MEDO. a cosciência cavalga em meio de um conflito entre os dois cavalos os quais querem cada qual ir para uma direção. minha cosciência hesitante e atormentada só quer desejar para que esse conflito não termine onde inicia um outro conflito: o de ter.

Embora a desorganização na mente seja extrema, aquela existência já citada em outros posts, traz plumas, cores, brilhos, sedas, maciez, aromas e sabores para a outra dimensão de minha existência, assim os sentidos completam-se e concluo, então, que sou insafisteita, imcompleta, idealizando para suprir o que causa um buraco em minha alma.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

...entre mim e o Deus.

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As férias acabaram. o retorno é mesmo conflitante. ao mesmo tempo que não queremos, nos satisfazemos com o processo.
A rotina sufoca e até mesmo destrói um pouquinho do que somos mas já que o sistema nos obriga, vamos lá.
Meu cérebro está em turbilhão. peguei 5 turmas na escola particular, inclusive uma é turma de formandos e isso aumenta a minha responsabilidade como professora. na verdade esse ano a minha responsabilidade só tende a aumentar, será que alguma vez enquanto adultos a responsabilidade descreste? ou só cresce?
Alunos...A convivência entre os professores e alunos e mesmo instável. Ora amo meus alunos, e ora tenho a mais tenebrosa raiva. uma das minhas turmas é a mesma do ano passado e isso me alegra e me atormenta...não comparando, mas isso também acontece com os homems, que ora amo e ora odeio. não vivo sem eles mas também não convivo pacificamente.

Eu desejo tanto que por momentos quero me livrar desse desejo. talvez eu não esteja utilizando a magia a meu favor ou as leis do universo não estão permitindo que meu desejo se realize por algum motivo de força maior. quando tento desistir minha consciência me trai e me apunhá-la com um querer que abraça o mundo e dissimula minha alma.

Como uma existência pode incomodar tanto a minha? a cutucar-me por dentro e torcer meus sentimentos? como eu posso querer tanto sem ao menos entender esse querer? na verdade não quero entender já que para minha alma o que basta é ter...

O espiral precisa girar e a energia fluir, dentro, fora, entre. Apenas vou deixar que ele realize o seu ciclo...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pequenos detalhes, grandes benções.

Só queria registrar algo que lembrei e que não havia mencionado no outro post. No domingo eu estava voltando para casa de madrugada, depois de perder a última condução. Caminhando pela penumbra e conversando, eu e meu amigo nos deparamos com um lindo cachorro, com algumas semelhanças de rusky siberiano, um pouco de lobo, grande, avermelhado com algumas manchas brancas, mágico. ele surgiu do nada pulou e nos lambeu em forma de agrado, começou a nos acompanhar, no caminho desaparecia por instantes e por fim desapareceu como surgiu: do nada, mas acompanhou-me até em casa. Animal de poder, protetor. Tenho certeza disso. E é engraçado como a magia está o tempo todo a nossa volta, apenas temos que ter a sensibilidade de sentí-la, percebê-la, ouví-la, lê-la, saboreá-la ou simplesmente aceitá-la.

Presente da Deusa

A Deusa vive me presenteando. No pomar de minha casa tem muitos ninhos, porém dessa vez ele foi feito tão baixinho que pude comtemplar de pertinho.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

NÓS, COMO LINHAS NO TEAR DA DEUSA.

o Superficial acaba logo, como um pacote de bolacha recheada que precisa ser consumida imediatamente por não poder ser guardada. Rodrigo foi-se como homem e ficou como amigo. a bolacha foi bem saboreada, mas ela só serve para uma fome imediatista, que tem pressa.

a menina que existe em mim prevaleceu por esses dias, ela se fez tão despojada e audaciosa que resolveu amar e se doar em lugares públicos. a mulher que existe em mim havia esquecido como existem coisas gostosas e que deixamos de lado por esquecer A face Donzela para prevalecer à responsabilidade da Face Mãe. amei com o céu e estrelas de testemunha, com os raios prateados da Mãe Lua banhando-me e fazendo-me ainda mais mulher, mais sensual. nada de banalização, apenas a Deusa amando o Deus. apenas dois espíritos pagãos Relembrando os tempos antigos onde se amavam pelos campos em função do Sagrado, da Natureza, da Essência e não por inconseqüência e desconhecimento.

a cosciência embotou-se de cores e confortou-se com plumas depois de 11 dias de espera. ele reapareceu, com sua virilidade, seriedade e hipnose que atrela meu olhar e minha atenção a ele de forma tão centrada a esquecer-me que existo. na verdade ele segue devagar passo a passo, para não tropeçar, tecendo o fio, construindo aos poucos para curtir o aparecimento, o método...deu-me uma carona e pediu meu número de telefone. o querer de uma bruxa chega a ser amedrontador, e eu o quero. Eu o quero como Deus Cornífero, consorte da Deusa que mora em mim. quero para cuidar, amar e enjoar, como deve ser.

NÓS, COMO LINHAS NO TEAR DA DEUSA.

Parece que algumas coisas no universo já estão interiorizadas em nós, como uma bagagem que carregamos há muitas vidas, e no paganismo vivemos isso de forma acentuada. ss informações, as imagens, parecem que já estão guardadas em algum canto de nossa alma e quando nos deparamos com elas apenas às reavivamos. ontem mesmo, visitando sites e blogs eco-feministas e pagãos parecia que eu me via naqueles textos e imagens, eu estava neles e eles em mim. habitavam meu espírito e já faziam parte de minha vida de algum modo que desconhecemos.
de fato, o universo é uma teia, estamos interligados por um mistério incompreensível. para tanto, o chamado inconsciente coletivo é responsável por tal ação, como um fio transparente, unindo nossas existências e nos aproximando etéreamente.
então, chegamos a conclusão de que o conhecimento e a sabedoria são coisas que podemos levar conosco pelos outros mundos e dimensões, sendo a única coisa que ninguém nos tira e que realmente tem um valor essencial.
o universo é mesmo um Espiral Sagrado onde todos se movimentam em sincronia perfeita, os poucos que saem do ritmo precisam recomeçar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Leoa ou pantera?

Depois do post abaixo, devo admitir que Pantera tem inúmeras qualidades ou mesmo motivos de admiração, porém elas também sofrem. Na verdade, o sofrer é complexo, no paganismo aprendi que a dor não é ruim, somos nós que a dramatizamos colocando esta como o pior sentimento humano, mas ela tem suas vantagens e sabemos disso. Voltando ao assunto da Pantera: ela sofre embora pareça que só tenha virtudes.
Canso de ser a Pantera valente e invencível. Queria por algum momento ser a leoa defendida pelo seu leão, queria ter um Rei que cuidasse extintivamente do bando.
Ontem andando de baixo de uma tempestade, me dei conta que não tinha alguém para ligar e pedir que me buscasse, ou me levasse um guarda-chuva ou que simplesmente me acompanhasse durante o temporal. Nas horas de desespero, luto, batalho e quando sangro, me escondo num cantinho e espero cicatrizar...Não sei se optei por essa conseqüência ou se a vida a atirou sem perguntar-me se queria.

Sexto dia e a consciência continua em preto e branco, dessa forma continuo a esperar pelas cores e plumas...

Hoje fui ao Playcenter com meus filhotes de lua, me diverti muito e isso resultou num grande cansaço e dor no corpo.

Tenho fugido dos caçadores que querem se aproveitar dessa Pantera sedutora e audaciosa. Eles usam de todas as armas, e eu, os despisto pelos caminhos hesitantes. Fujo a procurar aquele caçador que na verdade vou devorar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

COMO PANTERA


Ela era audaciosa e imponente, andava como uma pantera: cautelosa e soberana, voraz e delicada. Era apaixonada pela vida, pelas pessoas e pelo universo, isso era expresso em seus olhos cintilantes, sorriso constante e segurança escancarada.
Amara uma única vez e foi o suficiente para não repetir o que a inferiorizava perante a vida. Gostava de conquistar para depois sumir entre caminhos e destinos. Deixava todos com uma bagagem de admiração e rastros de sua genialidade. Manipulava e dominava como uma criança faz com uma bola. Quando pensavam que estava sendo amável e gentil, logo surgia uma trama e tramava bem, quase como um escritor de novela das oito. Também escorregava ao meio dos dedos de quem tentava segura-la, lisa e arisca, não se deixava prender-se e quando se enroscava parecia entregar-se e logo, desaparecia como ave no céu.
Ela deixava marcas, lembranças e sentimentos, e para isso, não podia permanecer, pois logo precisava estar em outro lugar, num outro momento e com outras pessoas para deixar as tais marcas que se espalham pelo mundo.
Um dia ela escorregou numa substância espessa chamada Amor, quando tentava se levantar caia novamente, a fugacidade e agilidade de nada adiantou, seu andar de pantera não serviu para esse momento e então, sentiu-se fracassada e impossibilitada com suas virtudes afogadas nessa mesma substancia. Seguiu andando e escorregando por um bom trecho de seu caminho, até entender que essa queda é fundamental para seu desenvolvimento existencial, para que seus valores se restaurem para um recomeço, assim a Roda da Vida continua a girar...
(19/07/08)
P.S. Apenas resgatando algo já publicado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Lua Cheia

Ontem entrou a Lua Cheia, a representação da Deusa na fase de mãe, de mulher, de Diana. Ela estava linda no céu, com sua imponência e determinação, com seu brilho e seu feminismo escancarado. Eu aqui na mesma fase, de mãe, com o mesmo brilho e com a mesma imponência, admirada também, mas não tanto como.
Vivendo meus dias de férias, amando acordar 10h, fazer artesanato e ficar de papo para o ar. Na vida sentimental, um relacionamento superficial, ou talvez moderno que já dura quase um mês. Há momentos que gosto, outras adoro, e outras ainda abomino. Ele tenta me agarrar pelos cantinhos, não só tenta, mas agarra, beija e ainda esfrega seu sexo pronto em mim. Corro, ele me alcança, empurro e ele me agarra, fujo, e ele, me pega. É claro que gosto, mesmo com ele querendo o que todos querem: somente minhas habilidades sexuais e a sensualidade que as Deusas me propõem.

Homens ligando, me procurando, me esperando, me agarrando. Quantidades...mas tão poucas qualidades.

Três dias de espera para rever a imagem que conforta com plumas e cores a minha consciência. Três dias de desespero e ansiedade, contudo no dia chegado, o lugar permaneceu vazio, a minha consciência permaneceu em preto e branco, sem conforto e sem motivação. Hoje, já no quarto dia, o espaço continua vazio e minha consciência ainda sem cores. O que ainda me consola é que tenho a desculpa de estar com o CD dele, talvez seja uma arma, quero lutar e talvez precise de muitas mais armas, e, eu, como uma boa guerreira vou até o fim, pois sei bem o que quero e não desisto facíl, sanguar? isso já é de costume.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Imprecisão

Estou pensando seriamente em destruir o talismã que sorteei no último Sabbat. No momento em que retirei o talismã do saquinho eu esperava por algo como amor ou prosperidade, porém quando li “SEXO” acabei ficando contente por ser algo que combina comigo e também por precisar desse elemento naqueles dias, no entanto não para o ano de 2009, mesmo gostando exageradamente do ato. O resultado eu logo obtive, até mais rápido do que eu imaginava, na verdade não na prática, pois tenho rejeitado convites, mas as opções tem sido tantas e tenho sido tão procurada que acabei perdendo um pouco o sossego. Bom, talvez eu queime esse talismã antes do tempo previsto...
Tenho vivido momentos tão confusos. Sinto que meu equilíbrio já não é o mesmo e não sei o que causara tão duvidosos sentimentos. Turbulentos pensamentos e por mais que eu queira organizá-los parece que mais fogem do meu domínio.
Saudade que continua espetando meu peito como espinho. Mesmo em seguida de momentos satisfatórios e literalmente felizes as lembranças me atacam como animais ferozes e por vezes não consigo conter a dor e as lágrimas, escondo, oculto e isso acaba me sufocando por demais. Queria arrancar essa saudade de dentro de mim, queria puxar com força isso que aperta meu perto e me faz sucumbir. Por que tenho que conviver com esse sentimento? Não é como um brinco que você tira quando não combina com a roupa. Como um objeto velho que você troca quando não lhe agrada mais.
Ainda consigo sentir o perfume dele no ar, consigo visualizar com perfeição aquele rosto sério e ríspido, consigo sentir com culminância aquele ser de 1,87 m me abraçando fortemente, 108 quilos de músculo pesando sobre meu corpo, não sei se dói mais saber que nunca esquecerei esses momentos ou saber que nunca mais poderei revivê-los.
O ser másculo e viril que veio como substituição para confortar-me novamente cruzou meu caminho, não sei se propositalmente ou por mero acaso, mas confesso que estou vibrante com a situação. Na quinta voltei com ele novamente da academia. A seriedade dele me assusta um pouco, mas ao mesmo tempo me atrai, uma antítese amena, sublime. Algumas horas depois de me deixar em casa, ele retorna. Bateu palmas, chamou pelo meu nome e quando sai, através da penumbra percebi seu contorno e logo minhas pernas me desobedeceram e eu senti como se tudo estivesse fora do controle, no entanto ele apenas voltara para devolver meu celular que caíra no carro...
A vida é mesmo um sorteio, na sexta entre bebidas, diversão e risos acabei voltando ao mesmo ponto. Como um espiral, gira, gira e retorna ao mote. A amizade fez-se por demais e retornei a beijar aquele que sempre fora um grande e importante amigo, será que um dia a história muda? Ou a cena se modifica? Ou tudo acaba se acomodando de uma forma inesperada ou talvez já prevista?
Só queria alguém que me fizesse companhia nos melhores momentos, para olhar junto o pôr-do-sol, que me acomodasse em seu colo e conversássemos a noite toda sem se preocupar com o mundo. Um homem para dormir nos braços e contar as travessuras de infância. Um ser que me fizesse rir e outras chorar. Que me deixasse maravilhada e outras vezes assustada. Que me abraçasse com carinho, abrisse a porta do carro e tomasse no mesmo copo. São coisas ridículas, devo admitir que às vezes me sinto ridícula. Mas a sociedade nos embasa com esses sonhos utópicos ridículos. Não quero por a culpa no sistema, porém é como criamos nossas crianças: a espera de uma felicidade falsa, de um conceito fantasioso e de um modelo de vida inalcançável.
Desacredito nos conceitos hipócritas dessa sociedade falha. Porém nasci em uma época cristã e alienada. Pobre de mim, que um dia amei diversos homens pelos campos férteis, vivi em uma época o qual o feminino era sagrado e exaltado e agora reencarnei nessa era a qual sou obrigada a aceitar a monogamia e o patriarcado.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Lua crescente

A lua crescente representada por Diana, bela jovem a espera da maturidade, faz crescer tudo que se inicia em sua presença, então, quero esse sentimento que está brotando na minha alma feminina, cresça através do tempo e se transforme em uma camada energética abarcada em minha aura, e que essa aura abrace as outras próximas num laço dourado de amor e encanto.
Há momentos que os relacionamentos superficiais cansam e nos deixam um vazio maior do que a ausência de qualquer tipo de sentimentos. Estou um tanto entediada com tais superficialidades, sou louca por sexo, contudo somente o sexo sem qualquer tipo de envolvimento afetivo tem me frustrado. Acho que preciso parar tudo e repensar na situação.
Estou num momento confusão, tantas opções, parece que tudo vem a mim ao mesmo tempo, um inconsciente coletivo perturbando minha vida amorosa e sensualidade acirrada atraindo os Deuses Corníferos. Tempo da Ceifeira.
Alguém másculo, discreto e viril tem provocado as borboletas do meu cérebro e meus sentimentos femininos estão aguçados e tentando se libertar junto com as borboletas...Quando ele passa perto eu estremeço, quando ele me olha eu amoleço, e, quando ele se aproxima não sinto o chão, e na verdade nem eu mesma, eu fico descontrolada e isso é o sentimento feminino mais gostoso de se viver...quero prolongar essa fase mas ao mesmo tempo quero que ela passe como uma avião para que eu possa sentir meu corpo no dele, nem que seja somente as mãos em cima das minhas mãos, ts...já senti a mão dele na minha – tinha esquecido – ele me cumprimenta dando a mão, eu mais assanhada é que dou beijinho em seguida ts ts. Apenas sei que quero que a grandeza pertencida a ele continue provocando a minha delicadeza, e que a masculinidade dele continue impulsionando minha feminilidade exacerbada.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pássaros da saudade


Hoje os pássaros da lembrança vieram me visitar...agitados...vorazes, se batiam dentro de mim. Queriam sair, libertar-se mas algo os prendiam em minha alma. Machucavam-me, com seus movimentos bruscos e violentos, logo meu sangue vertia dos vãos e eu delicadamente limpava, tentando esconder a fraqueza como sempre faço.
Saudade é alcançar com a mente o que jamais se pode alcançar com as mãos, saudade é ter guardado num cantinho, um momento e poder revive-lo quantas vezes quiser. Como tudo tem um preço, essa tal de saudade custa a mais dolorida ferida d'alma, a dor mais intensa e instantânea da existência.
Os pássaros da saudade causaram turbulências no meu ser, e por algumas horas abati-me e sucumbi de tamanha dor e angustia.
E então, a magia trouxe-me um momento de canalização e graça: um passáro de luz libertou-se de minha alma e eu envolvi-me com minhas mãos e entreguei a ele todo o meu desejo e anseios, e, assim, soltei com toda a minha vontade aquele pássaro que foi, com sua liberdade e sagacidade levar o meu desejo e minha dor ao ponto ideal. Dessa forma a energia foi dissipada e absorvida da forma conveniente para que o espiral continuasse a girar com perfeição.
O pássaro voou para bem longe, contudo não tão longe eu encontrei o que me confortasse e tanto lembrasse a pessoa que minha mente e alma buscavam.
Talvez eu nunca mais verei o Leandro, nunca mais amarei alguém da mesma forma e com a mesma intensidade, cada pessoa é única em nossas vidas e deixa sua essência. Como tudo que é belo tem que morrer para ser perfeito, meu relacionamento com o Leandro morreu e na última nota completou-se no mundo. Porém, uma bruxa sempre consegue fazer com que a energia flua e os desejos se façam ou se desfaçam. O que eu vivi com o Leandro eu só reviverei através das lembranças mas alguém muito parecido com ele atravessou meu caminho, um homem que não se assemelha ao Leandro nos aspectos físicos mas também na personalidade: a seriedade marcada, imponência misturada com masculinidade... e assim a Roda recomeça, e continua a girar, fazendo com que o ciclo renasça.