O Blessing Way é um rito de passagem no qual a mulher deixa sua face de donzela para se tornar mãe. Realizado entre índios, esse ritual era realizado por pessoas próximas a parturiente e o parto em si era feito por mulheres sábias da tribo .
Como as comunidades matrifocais prezavam o parto como algo sagrado, abençoado pela Grande Mãe, um dia antecessor a esse dia tão importante era dedicado aos cuidados psiquicos e espirituais da futura mãe.
I nfelizmente a psiquê e espiritualidade das mulheres foram esquecidas e somente a parte física é relevante e lembrada. Entristeço-me com esses partos cirurgicos nos quais as mães não tem preparação nenhuma para essa mudança sagrada de fase.
Tive a sorte de ter tido dois partos normais, porém sei que não fui preparada espiritualmente para esse rito sagrado, essa dádiva da Grande Mãe que poucos valorizam e que muitos banalizam.
Hoje em dia as mulheres escondem-se atrás do arquétipo contemporâneo, um psiquê feminino cheio de dores, conflitos e frustações. Mulheres que são o que fizeram delas. Mulheres que envergonham-se da menstruação, mulheres que querem igualar-se ao masculino, mulheres que para se livrar da dor do parto natural pagam um custo anteriormente para garantir a cirurgia que detém o processo natural de dar a luz. Medo de uma dor que faz parte de ser mulher? É triste!
Uma dor que faz parte da vida como tantas outras que nos trazem a evolução. A dor segue alinhada com o prazer, com o amor.
Existe uma mulher Sagrada, Selvagem dentro de nós que chora baixinho, chora sentada em um cantinho dentro da nossa alma, chora por ser sufocada, escondida e ela reluta para aparecer, mas ainda sim conseguem reprimi-la como algo vergonhoso e insignificante.
Essa mulher precisa nos tomar e aparecer com todas as forças da natureza, essa mulher que não tem medo, não receio, luta como leoa, protege como a loba, honra o sangue que verte de seu ventre e todos os elementos que a fazem ser a originária da vida. Essa outra face da mulher existente em nosso interior precisa ressurgir e tomar conta de nosso arquétipo. Sem medo de dar a luz como todas as mulheres foram feitas para dar, sangrar entre as pernas mostrando a fertilidade da vida, aceitar-se como modelo estético sem antes pensar será aceita pelos outros, mas sim lembrando que és Sagrada, que tem o poder de gerar, amamentar, amar e cuidar e isso tudo basta e supri, e exalta, e excede.
A mulher guardada dentro de nós quer resgatar suas raízes e sua essência, ela insiste mesmo atrás de muros, tecnologias e artificialidades, e ela também existe mesmo que não queiramos, ela é a toda a natureza concentrada em uma vida. Ela é o centro de todo o universo, é a a filha que pede, a mãe que ama, a amante que deseja. Ela quer ser o que a alma feminina clama e não o que queiram que ela seja.
Uma dor que faz parte da vida como tantas outras que nos trazem a evolução. A dor segue alinhada com o prazer, com o amor.
Existe uma mulher Sagrada, Selvagem dentro de nós que chora baixinho, chora sentada em um cantinho dentro da nossa alma, chora por ser sufocada, escondida e ela reluta para aparecer, mas ainda sim conseguem reprimi-la como algo vergonhoso e insignificante.
Essa mulher precisa nos tomar e aparecer com todas as forças da natureza, essa mulher que não tem medo, não receio, luta como leoa, protege como a loba, honra o sangue que verte de seu ventre e todos os elementos que a fazem ser a originária da vida. Essa outra face da mulher existente em nosso interior precisa ressurgir e tomar conta de nosso arquétipo. Sem medo de dar a luz como todas as mulheres foram feitas para dar, sangrar entre as pernas mostrando a fertilidade da vida, aceitar-se como modelo estético sem antes pensar será aceita pelos outros, mas sim lembrando que és Sagrada, que tem o poder de gerar, amamentar, amar e cuidar e isso tudo basta e supri, e exalta, e excede.
A mulher guardada dentro de nós quer resgatar suas raízes e sua essência, ela insiste mesmo atrás de muros, tecnologias e artificialidades, e ela também existe mesmo que não queiramos, ela é a toda a natureza concentrada em uma vida. Ela é o centro de todo o universo, é a a filha que pede, a mãe que ama, a amante que deseja. Ela quer ser o que a alma feminina clama e não o que queiram que ela seja.


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