Eu apenas desejava encontrá-lo, não queria nada mais do que um contato, mesmo que fosse o mais distante possível. fui para a academia. vazia como rara às vezes. sexta-feira muitos saem, encontram namorado e tal, e eu apenas malhando com meus desejos e anseios, carências e expectativas. Ele não foi malhar, e eu jamais deveria esperar por algo tão hipotético, não que entre nós dois não exista uma fina linha de sentimento e possibilidades, mas sempre fica um precipício entre eu e ele que chego a duvidar, mesmo desejando de todo o meu âmago. eu precisava entender que seria impossível qualquer contato já que eu não tenho nem ao menos o telefone dele e o único lugar possível de encontrá-lo era onde ele não estava e não estaria até a semana que vem: academia.
Eu precisava equilibrar os cavalos que puxavam a minha consciência, afinal que bruxa sou eu? Consegui acalmá-los, contudo depois da paz, vem a angústia. durante a malhação eu olhava na janela e fixava meus olhos no lugar onde ele pára o carro todos os dias, e o vazio do lugar se refletia na minha alma...eu tentava preencher esse buraco com outros elementos, claro, que foi em vão mas pelo menos eu me distraia, o que ressaltou esse vazio e angústia foi a falta de alguns amigos do cotidiano, então a solidão se multiplicou e me fez ignóbil.
Sempre coloquei minha força espiritual acima de todos os sentimentos e, então, resolvi trabalhar a magia mental, percebi que precisava, ali, naquele momento, transmutar algumas energias. Deixei que meu olhar se distraísse sobre o céu estrelado, concentrei-me nas forças intrínsecas e criei imagens em minha consciência, não apenas idealizei mas vivenciei através de meu espírito. Permaneci nesse processo durante algum tempo e voltei a fazer o que estava fazendo anteriormente.
De repente me deu um desespero, eu queria sair dali. queria parar de fazer a coisa que mais gosto: malhar. enquanto eu estava na esteira, algo apertava meu peito, e, eu não só queria mas precisava sair logo dali. Acabei lembrando-me de meu aluno que possui síndrome do pânico e coloquei-me por alguma vez em seu lugar.
Não terminei meus exercícios, mas mesmo assim sai. subi devagar as ruas íngremes, em direção a minha casa. eu ainda sentia um turbilhão, dentro de mim, querendo devastar o mundo. eu fingia não senti-lo e conforme fui desprezando-o ele foi se apaziguando. eu estava distraída com meus pensamentos, com minhas tramas psíquicas, mas sempre quando passa um carro Tipo na cor prata meus olhos pulam como se fossem abordados, então, olhei para o carro, e era ELE, então, parou o carro e fui em sua direção, ELE pediu para que eu O acompanhasse até a padaria e depois me levaria em casa. Assustei-me, pois foi uma espécie de surpresa idealizada, mas só fui pensar realmente na situação quando cheguei em casa. o mais extraordinário é que ELE estava justamente com a roupa que eu havia mentalizado, a mesma situação, os elementos, detalhes... tudo foi provido por minha mente e transferido, por uma força maior, para o plano físico. ele me informou de uma notícia boa e outra ruim, a negativa na verdade favorece a positiva e isso traz algum benefício. ELE viajará a trabalho, ficando distante por uma semana, mas me ligará para que possamos manter contato. deu-me uma caixa de Bis, na verdade o Bis pouco tem importância para mim, mas o fato de ser algo vindo das intenções e das mãos DELE faz com que minha alma sorria junto de tudo o que me constitui.
Eu precisava equilibrar os cavalos que puxavam a minha consciência, afinal que bruxa sou eu? Consegui acalmá-los, contudo depois da paz, vem a angústia. durante a malhação eu olhava na janela e fixava meus olhos no lugar onde ele pára o carro todos os dias, e o vazio do lugar se refletia na minha alma...eu tentava preencher esse buraco com outros elementos, claro, que foi em vão mas pelo menos eu me distraia, o que ressaltou esse vazio e angústia foi a falta de alguns amigos do cotidiano, então a solidão se multiplicou e me fez ignóbil.
Sempre coloquei minha força espiritual acima de todos os sentimentos e, então, resolvi trabalhar a magia mental, percebi que precisava, ali, naquele momento, transmutar algumas energias. Deixei que meu olhar se distraísse sobre o céu estrelado, concentrei-me nas forças intrínsecas e criei imagens em minha consciência, não apenas idealizei mas vivenciei através de meu espírito. Permaneci nesse processo durante algum tempo e voltei a fazer o que estava fazendo anteriormente.
De repente me deu um desespero, eu queria sair dali. queria parar de fazer a coisa que mais gosto: malhar. enquanto eu estava na esteira, algo apertava meu peito, e, eu não só queria mas precisava sair logo dali. Acabei lembrando-me de meu aluno que possui síndrome do pânico e coloquei-me por alguma vez em seu lugar.
Não terminei meus exercícios, mas mesmo assim sai. subi devagar as ruas íngremes, em direção a minha casa. eu ainda sentia um turbilhão, dentro de mim, querendo devastar o mundo. eu fingia não senti-lo e conforme fui desprezando-o ele foi se apaziguando. eu estava distraída com meus pensamentos, com minhas tramas psíquicas, mas sempre quando passa um carro Tipo na cor prata meus olhos pulam como se fossem abordados, então, olhei para o carro, e era ELE, então, parou o carro e fui em sua direção, ELE pediu para que eu O acompanhasse até a padaria e depois me levaria em casa. Assustei-me, pois foi uma espécie de surpresa idealizada, mas só fui pensar realmente na situação quando cheguei em casa. o mais extraordinário é que ELE estava justamente com a roupa que eu havia mentalizado, a mesma situação, os elementos, detalhes... tudo foi provido por minha mente e transferido, por uma força maior, para o plano físico. ele me informou de uma notícia boa e outra ruim, a negativa na verdade favorece a positiva e isso traz algum benefício. ELE viajará a trabalho, ficando distante por uma semana, mas me ligará para que possamos manter contato. deu-me uma caixa de Bis, na verdade o Bis pouco tem importância para mim, mas o fato de ser algo vindo das intenções e das mãos DELE faz com que minha alma sorria junto de tudo o que me constitui.


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